Abbey Road é uma banda de Beatlemania, cujo principal objetivo é reproduzir com fidelidade excepcional, o que seria um show dos Beatles.
Para isso, não poupam esforços. Com indumentária e acessórios impecáveis, instrumentos absolutamente originais e ensaios exaustivos (muitos deles de frente para o espelho e acompanhando vídeos dos Beatles), toda produção e performance são realizadas com tamanho requinte de detalhes, de forma a conduzir o espectador a uma mágica viagem de volta aos anos 60.
Com 20 álbuns (fora as muitas coletâneas) e mais de trinta anos de estrada – Jorge Aragão é o mais recente fenômeno da indústria fonográfica no Brasil. Como compositor, o “poeta do samba” explodiu faz tempo nas vozes dos maiores intérpretes da MPB e é gravado por nove entre dez estrelas; principalmente do samba.
Um dos fundadores do Grupo Fundo de Quintal, conjunto de samba que fez história na música brasileira e rende “filhotes” até hoje pelo país afora, Jorge Aragão ficou no conjunto por pouco tempo por achar, na época, que deveria dedicar-se apenas a composição. Mas não resistiu e acabou cedendo aos apelos de uma gravadora que o queria como artista exclusivo.
Jorge Aragão, felizmente, não virou “apenas compositor”, mas também acabou conquistando o público com seu timbre raro, sensual, e interpretações personalíssimas. Tanto que, além dos inúmeros prêmios e múltiplas homenagens, ganhou, por unanimidade de votos, o “Troféu Imprensa de Melhor Cantor do Ano” em 2001. A premiação é realizada pelo SBT (uma das maiores redes de televisão do Brasil) e dentre os julgadores estão alguns dos expoentes artísticos do cenário nacional.
Indicado na última ediçao do Grammy Latino, com seu Album “E AÍ”.
Jorge é compositor, letrista, músico, intérprete. Um cronista lúcido – e lúdico – de sua época. Dono de hits que venceram o tempo e derrubaram fronteiras. Hits tais como “Malandro”, “Coisinha do pai”, “Vou festejar”, “Enredo do meu samba”, “Eu e você sempre”, “Coisa de Pele” e até de uma “versão para cavaquinho” da clássica “Ave Maria” de Gounod. Um dos autores da talvez mais famosa “vinheta” nacional, a canção “Globeleza”, feita para a Rede Globo de Televisão. Uma das emissoras vale dizer, que o contrataram como analista dos desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial.
O fenômeno Jorge Aragão, que pretendia ser “apenas um bom e respeitado compositor”, merece tudo o que está acontecendo com ele. Por seu talento, qualidade, integridade, compromisso musical. E, basicamente, pelo amor e devoção a musicalidade plural de seu país. Porque, para os que ainda não sabem Aragão não é só um grande compositor de sambas e pagodes. Ele faz samba, pagode, mas também canta os ritmos do norte, nordeste e o amor como poucos. Suas harmonias são sofisticadas apesar da fusão com a tonalidade popular. E, antes mesmo de se tornar esse visível fenômeno, nosso “Chico Buarque do Samba” poderia ostentar qualquer merecido título. Como o seu xará da Capadócia, o ex- cronometrista de corridas de moto, ex-carregador de eletro-domésticos e ex-vendedor de sapatos (profissões para as quais não tinha nenhum talento) Jorge é um guerreiro nato e iluminado. E, como todos igualmente já sabem um dos maiores – e melhores – artistas brasileiros de todas as épocas.
A U2 cover Alive! combina um vocal incrivelmente parecido com o de Bono a um impecável trio de instrumentistas, criando uma experiência dinâmica que reproduz com fidelidade a sensação de estar assistindo ao próprio U2. Graças a isso, tem agradado desde os ouvintes casuais até os mais especialistas e criteriosos fãs da banda irlandesa.
A U2 cover Alive! tem passagem pelas melhores casas de eventos no país, realizando shows para públicos de 500 a 30 mil pessoas, consolidando-se como uma banda de excepcional qualidade e preparada para eventos de qualquer tipo e tamanho.
Em 2009 foi convidada a tocar na festa oficial de lançamento do álbum “No Line On The Horizon”, com o apoio e a presença da Universal Music, gravadora do U2.
Em 2011 tocou na festa de aniversário de 20 anos e relançamento do álbum “Achtung Baby” também com o apoio da Universal Music e do Portal U2 Br, maior fã-site em português sobre o U2.
Há quem diga que suas imitações são até melhores do que o original. Outros dizem que ele incorpora os cantores e cantoras. Para apresentadores de programas na TV como Faustão, Jô Soares, Gugu, Ana Maria Braga, ele é “o maior cantor e imitador do Brasil!”. Mas para o artista Fernando Ângelo a capacidade de imitar dezenas de vozes diferentes.
Tendo a criatividade como sua marca principal Fernando Ângelo é atualmente um dos artistas mais solicitados do Brasil, justamente por fazer um show diferente, juntando o humor e boa música. Para ele a imitação é apreciada em todo o mundo, e quando trabalhada com seriedade, “é uma arte nobre como todas as outras formas de arte”.
Entre as imitações mais solicitadas nos shows estão Louis Armstrong, Elvis Presley, Tina Turner, Roberto Carlos, Fafá de Belém, Chitãozinho e Xororó, Tetê Espíndola, além dos mais populares Sidney Magal, Evaldo Braga, e Waldick Soriano.
O primeiro disco oficial foi “Galopeira” em 1970, mas o reconhecimento do grande público veio em 1982 com a canção “Fio de Cabelo” do disco Somos apaixonados, oitavo trabalho da dupla, que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e abriu as portas das rádios FM´s para a música sertaneja. Tudo na vida da dupla passou a ser separado como antes e depois dessa canção. Gravaram a canção “Words” com os Bee Gees para o disco Tudo por Amor lançado em português e espanhol. Além de “Words” o disco tinha a canção “Guadalupe” que fez parte da trilha da novela de mesmo nome transmitida pela Telemundo.
O sucesso desse trabalho foi tão grande que a dupla conquistou em junho daquele ano o primeiro lugar do “Hot Latin Singles” na parada norte-americana da revista Billboard. Em 1994, gravaram a canção “Ela não vai mais chorar” (“She’s Not Cryin’ Anymore) com o cantor de música country Billy Ray Cyrus para o disco Coração do Brasil. Em 2000 completaram 30 anos de carreira e a marca de 30 milhões de discos vendidos.
Em 2006 gravaram uma guarânia com o considerado Rei da música brasileira Roberto Carlos, a música se chamava “Arrasta uma Cadeira” e foi sucesso nacional, e fez com que eles fossem mais uma vez no Especial do Rei. Em 2008, Chitãozinho e Xororó participaram do programa Estúdio Coca-Cola Zero com a banda de pop-rock Fresno. Ambos ainda se apresentaram no Show da Virada, da Rede Globo, exibido no dia 31 de Dezembro. Em 2010, gravaram o cd e dvd, Chitãozinho e Xororó 40 Anos e a Nova Geração, que faz parte da comemoração dos 40 anos de carreira da dupla.
Esse disco teve a participação de várias duplas da nova geração do sertanejo, chamado universitário, como Jorge e Mateus, João Bosco e Vinicuis, Guilherme & Santiago, Hugo Pena e Gabriel, Eduardo Costa, João Neto e Frederico, Luan Santana, Zé Henrique e Gabriel, Maria Cecélia e Rodolfo, entre outros. Ainda em 2010 gravaram outro cd e dvd,Chitãozinho e Xororó 40 Anos Entre Amigos, ainda em comemoração aos seus 40 anos de carreira, o qual foi lançado em abril de 2011. Nesse dvd reuniram os grandes medalhões da música sertaneja fazendo uma releitura de grandes sucessos.
Participaram desse dvd, RioNegro e Solimões, Milionário e José Rico, Edson, Zezé di Camargo e Luciano, Cezar e Paulinho, Sérgio Reis, Bruno e Marrone, Victor e Léo, César Menotti e Fabiano, Gian e Giovani, Leonardo, entre outros. Nesse disco regravaram a música “Amante”, lançada originalmente em 1984, que foi muito criticada na época pela critica especializada pela sua letra ousada para os padrões do começo dos anos 80.
No ano de 2011, com a turnê de 40 Anos de Carreira, percorrem o Brasil passando pelas principais cidades brasileiras, feiras agropecuárias, apresentando o novo show que faz uma viagem no tempo mostrando as canções da década de 70, como “Galopeira”, até as mais atuais do último disco de estúdio lançado em 2009, que emplacou sucessos como “Se for pra ser feliz” e “Coisa de amigo”.
A história de uma grande banda costuma ter o espírito de sua própria época. Ao mesmo tempo em que torna palpável algo que parecia estar no ar, também nos ajuda a ter mais clareza do que estava escondido nas entrelinhas do cotidiano.
Se os meninos que começaram a fazer rock no Brasil na década de 80 tiveram o mérito de ser reconhecidos como uma geração relevante da música brasileira, os Paralamas do Sucesso têm um crédito nisso aí.
Põe na conta deles, por exemplo, a generosidade de apresentar as “bandas dos amigos” seja em entrevistas, em covers nos shows, ou em qualquer oportunidade que houvesse. Da primeira entrevista na Rádio Fluminense até o palco do Rock In Rio, de anônimos eles passaram a promessa.
Vital e sua moto se transformou em um dos primeiros hits daquela geração e lhes rendeu o convite para gravar um disco profissional, como faziam as bandas que eles adoravam. A mudança de conceito não mudou o espírito e a generosidade.
Carregando a reboque sua turma, foram os primeiros a gravar uma música de Renato Russo e fizeram Brasília entrar no circuito até então dominado por cariocas, ajudando a redefinir fronteiras.
Aliás, falando em Rock In Rio, também está na conta deles boa parte do sucesso das bandas nacionais naquele evento que foi a primeira grande experiência do show business brasileiro.
Dali pra frente, os palcos melhoraram, as turnês cresceram, as rádios deram espaço e a TV se abriu a toda uma nova cultura jovem forte e representativa que emergia. Aquele grupo de artistas relevantes era a prova disso. Havia um novo país nascendo e a trilha sonora era a dessa rapaziada. Depois do bom lançamento de “Cinema Mudo”, da série de hits e sucessos que vieram a reboque de “O Passo do Lui” e da apresentação histórica no Rock In Rio, veio “Selvagem?”. E aí, a conta cresceu muito.
Põe aí a primeira realização concreta de um álbum brasileiro pop em que as referências anglo-americanas do rock eram fundidas com sonoridades locais e latinas – sobretudo as jamaicanas. Ali os Paralamas colocavam os primeiros tijolos daquilo que seria melhor compreendido e bem sucedido apenas na década seguinte. Nessa busca, eles ainda encontraram uma forma de ser mais populares, de fazer o rock nacional ir além da classe média e, ao mesmo tempo, de torná-lo música de exportação.
Turnês pela América Latina e pelos Estados Unidos fizeram dOs Paralamas a primeira banda brasileira reconhecida internacionalmente. E nessa eles foram parar no tradicionalíssimo Festival de Montreux. Dessa apresentação, tiraram o disco “D”. A nossa conta com eles já estava ficando cara, quando veio “Bora-Bora”. Ali eles resolveram mudar ainda mais a linguagem pop brasileira, oficializando o naipe de metais como parte tão vital quanto guitarra, baixo e bateria.
Além disso, radicalizaram de vez na fusão com sons afro-caribenhos. Os arranjos mudaram, as dinâmicas de palco também e, de quebra, eles ainda nos ofereciam sua primeira leva de canções indefectíveis quando o assunto era dor-de-cotovelo, ressentimento e mágoas de amor. Os cacos de um coração estilhaçado afiavam a pena de Herbert e o tornavam um compositor ainda maior. “Big Bang” veio na sequência para tentar explodir o que havia em volta.
Herbert seguia remoendo dores amorosas e ainda aproveitava para cantar o jeito brasileiro – não necessariamente o jeitinho – de sobreviver em tempos desleais. A hiperinflação, as primeiras desconfianças sobre o regime democrático e a coletiva falta de rumo asfixiavam aquela geração que, anos antes, cantava a esperança no futuro.
Mais uma vez, eles eram a voz dos seus contemporâneos. E vai pondo na conta, vai pondo… Virada aquela década, a desilusão chegou ao talo em “Os grãos”. O país – apesar de collorido – estava sem cor, como a capa do disco.
Depois de seis álbuns lançados em oito anos de carreira, viria a ânsia de se renovar e se expor ao risco, como fizeram Beatles, Stones, Beach Boys e todas as outras bandas que se tornaram maiores que a vida.
Programações eletrônicas e samplers poderiam soar quase ofensivas quando a banda envolvida tinha Herbert, Bi e Barone. Mas os limites precisavam ser testados. Sobre o fio da navalha que se anda nessas horas, eles atravessaram a primeira metade da década. A nossa dívida com eles já era grande, mas ainda assim, ninguém aliviava. No aperto, foram nossos hermanos argentinos que bancaram as contas naquele momento. O clima de recessão, que só se encerraria com o Plano Real, definitivamente não parecia combinar com aqueles riscos todos, mas eles bancaram. As baixas vendas de “Os Grãos” e os questionamentos da imprensa nacional não os fizeram aliviar. Na sequência, nos deram “Severino”, ainda mais duro, seco, abstrato e direto. Novos experimentos eletrônicos. Rock cru. A Argentina tinha abraçado os caras e, como resposta a nós mesmos, eles apontavam para um certo sertanismo. Tom Zé e Brian May. Poucos quiseram ouvir o disco, mas os shows sempre lotavam.
Foi da força vital de tocar ao vivo que os Paralamas se reconstruíram. Quando o Brasil começava a abrir espaço para novos grupos, de uma nova geração, lançaram um disco ao vivo (“Vamo Batê Lata”) que reafirmava a força de toda uma obra. Quase um milhão de discos vendidos depois, eles estavam de volta para capitanear a nau renovada do rock nacional. E o fizeram com propriedade. Inseriram no repertório dos shows as canções de Raimundos e Chico Science & Nação Zumbi, tocaram com o Skank, chamaram o Pato Fu para abrir shows e ajudaram a consolidar os novos ares da música pop brasileira. Põe mais essa na conta. Como eles não se contentariam em olhar apenas para trás, lançaram junto um EP de quatro faixas novas. Meteram o dedo na cara do congresso e retornaram às paradas de rádio e MTV com Uma brasileira. Balada, sim, mas dançante, classuda, com naipes e teclados quentes. Moldava-se ali uma nova sonoridade pop que seria consagrada em “9 Luas” e “Hey Na Na” e que seria definitiva na assinatura musical dos caras.
Quando o formato acústico já começava a dar sinais de fadiga, os lançamentos de discos ao vivo deixavam de ser novidade, as coletâneas tomavam conta de uma indústria fonográfica à beira do precipício, eles resolveram encarar o convite da MTV para deseletrificar o show. No “Acústico MTV”, os Paralamas jogaram os já famosos naipes de cordas e demais floreios orquestrais, consagrados pelo formato, pra escanteio. Esnobando a “receita do sucesso”, eles optaram por manter a mesma formação musical e se dedicaram, de fato, a descobrir uma nova forma de tocar e soar. O único acréscimo foi trazer Dado Villa-Lobos, mais um guitarrista, mas para tocar violão. Não bastasse isso, eles deixaram os hits de lado e optaram por uma porção de lados-b. Ah, e em vez de teatros centenários, dá-lhe gravar num parque. Mais uma vez eles reescreviam a história do rock brasileiro. Já anotou mais essa aí na conta?
Passado o sucesso do acústico, todos diziam com naturalidade, que era hora de recomeçar, se reinventar outra vez. O problema é que ninguém imaginava que ali, essa vocação viraria sentença.
Foi um longo caminho até a volta ao estúdio em 2002. A perda de Lucy, do movimento das pernas e de parte da memória, obrigou Herbert e todos ao redor a redimensionarem gestos que, antes, pareciam banais. As histórias de como a amizade de Bi e Barone e dos estímulos a memória pela música e pelo afeto foram fundamentais à sua recuperação são emocionantes. A desgastada expressão “lição de vida” soa inevitável diante da volta desses caras às nossas próprias vidas. À nossa turma. Nessa hora, a conta com esses sujeitos fica impagável.
“Longo Caminho”, o primeiro álbum pós-acidente, mostrou onde a banda estava antes da pausa forçada. Uma turnê visceral e intensa em emoções cortou o país para comemorar o reencontro com a vida. Cercados de amigos, no palco e na plateia, nos deram o CD e DVD “Uns dias”. Sem parar, emendaram no álbum “Hoje”, que comprovou que a capacidade criativa dos três permanecia intacta e pulsante. Em seguida, mais festa. O sucesso da celebração de 25 anos de carreira, em um projeto conjunto com os camaradas dos Titãs, foi um atestado de sanidade de toda aquela geração que, no início da década de 80, fez o novo acontecer e, a partir dali, escreveu a própria história…
Mas depois da festa, a labuta se apresentou novamente. E sem essa de acordar de ressaca. A tal história está ficando bonita, mas ainda tem muito a ser escrita. O álbum “Brasil Afora” é a trilha sonora do novo capítulo que se inicia – e do rumo que sempre norteou o som -, a proximidade de quem divide intimidades, a mesa onde cabe mais um. Sim, é só chegar.
A essa altura, qualquer um já desistiu de pagar essa conta com os caras. E já que eles não estão cobrando mesmo, segura, passa a régua e pede mais uma.
por Bruno Maia e Bernardo Mortimer, ABR/2009
Rodrigo Sá, antes de dedicar-se exclusivamente à música, transitou pelos palcos teatrais, protagonizando diversos espetáculos, entre eles, ‘Quarto de Estudante’ de Roberto Freire, dirigido por Marcelo Medeiros e Néia Barbosa. Foi através desta experiência que pôde aperfeiçoar elementos essenciais também ao músico – postura, expressão corporal, voz e respiração sincronizados – visíveis a quem assiste uma performance de Rodrigo no palco.
Em 2001, foi um dos fundadores da banda de forró universitário Circulado de Fulô, e com eles gravou três discos, sendo um lançado pela gravadora Virgin/EMI, com direção artística de Rick Bonadio e produção de Arnaldo Sacommani. Rodrigo foi percussionista do grupo até 2005, quando decidiu seguir carreira solo. Em 2008, fez uma apresentação solo de seu Berimbau Contemporâneo na 10º edição dos Jogos Europeus de Capoeira em Bruxelas, com presença do Ministro dos Esportes da Bélgica. No Porto, em Portugal, apresentou o Berimbau Contemporâneo para o então Ministro da Cultura Gilberto Gil.
O músico que também esteve em festivais como o Rock in Rio Lisboa pode representar a cultura brasileira para chefes de Estado e grandes empresários no último Fórum Econômico Mundial em Davos – Suíça, janeiro deste ano. Em seu retorno ao Brasil, Rodrigo foi convidado para representar a cultura brasileira, desta vez o som de seu berimbau e a ginga de sua Capoeira surpreenderam o ator chinês Jackie Chan, atual embaixador da marca brasileira EMBRAER na China.
Em 2012 Rodrigo Sá lança o CD “5 Estrelas” produzido pelo multi-instrumentista e uma das vozes da Orquestra Imperial, Duani, “5 Estrelas” reafirma o conceito e marca sonora que permeiam o trabalho de Sá: a integração entre a música pop conceitual com outros ritmos. A mistura intrínseca à estética do álbum, que remete ao trabalho de nomes como Jorge Ben Jor e o Olodum em sua fase inicial.
A Banda Sambasonics surge em 2001 como uma nova alternativa no cenário musical paulistano. Incorpora em seu trabalho elementos de samba e groove, reinventando para a nova geração a sonoridade samba-rock da música brasileira dos anos 60/70. Tem como influência musicais uma gama de artistas que embalavam os bailes de balanço e samba-rock como por exemplo : Os Originais do Samba, Trio Mocotó, Grupo Pau Brasil, Copa 7, Ed Lincoln, Wilson Simonal, Luis Vagner, Jorge Ben, tim Maia, Bedeu, Turma da Pilantragem entre outros. A banda elabora assim um estilo próprio desvinculado de rótulos, destacando-se pela originalidade do seu repertório, o carisma de sua cantora e a alegria contagiante do percunssionista Rubinho Lima.
A Banda de Pífanos de Caruaru é sem dúvida o mais conhecido grupo de pífanos. Foi criada em 1924 (vejam, são quase 90 anos de existência!) por Manoel Clarindo Biano, que ensinou antigos toques aos filhos Sebastião, de 5 anos, e Benedito, de 11. Recrutou depois o amigo Martinho Grandão para assumir, junto com ele, as percussões.
A família Biano percorreu o sertão de Alagoas e Pernambuco por mais de uma década, tocando em festas, casamentos, novenas, enterros e tudo o que viesse. Nas andanças, acabaram parando em Caruaru, em 1939, cidade que verdadeiramente os consagrou. Em 1955, pouco antes de morrer, o patriarca do grupo pediu aos filhos que não deixassem que essa antiga tradição se perdesse. Para tanto, os filhos deveriam juntar ao grupo os demais familiares. Assim o fizeram. Luiz, de 9 anos, Amaro, de 10 anos, (filhos de Sebastião) Gilberto, de 15 anos, e João, de 11 anos (filhos de Benedito) formaram uma nova banda, batizada com o nome de Banda de Pífanos de Caruaru.
O primeiro disco foi gravado somente em 1972, depois que nosso ex-ministro, Gilberto Gil, “descobriu” a banda e gravou “Pipoca Moderna”, com letra de Caetano Veloso. Nesse mesmo ano, se transferem para São Paulo, onde sopraram seus pífanos em documentários, espetáculos e discos de outros artistas.
Download de Músicas no link -> http://palcomp3.com/pifanos/
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